Vaerá

3Shemot/Êxodo – 6:2−9:35

Acabamos de entrar em um novo ano, com muitas perspectivas e projetos por um lado, mas muitas dúvidas também. Temos incertezas e esperanças ao mesmo tempo sobre o que acontecerá com nossas vidas e com as nossas famílias, com o Brasil, com Israel e o Oriente Médio e com o mundo em geral.

Nesta parashá, Moshé se prepara para liderar os israelitas para a liberdade. Deus o guia e o instrui sobre o que fazer e como fazê-lo. Mas Moshé levanta as suas dúvidas sobre como enfrentar esta tarefa tão árdua: o povo nem está interessado em sair e terá de ser convencido, o Faraó tem menos intenção ainda de deixá-los ir e além de tudo ele, Moshé, é gago! Deus instrui Moshé e Aaron, mais uma vez, sobre os métodos e palavras a serem usadas, e juntos eles vão enfrentar essas plateias que flutuam entre a hostilidade e o desinteresse.

Não foi muito fácil, levou dez pragas para convencer o Faraó. O povo israelita foi muito relutante para segui-los também. Nunca é fácil dizer às pessoas para fazer algo que é emocional e fisicamente desafiador quando eles não percebem que tais ações são para seu próprio bem.

É necessário possuir muita coragem para deixar atrás o certo e confortável, mesmo que ruim, para se aventurar num destino desconhecido. Em relação ao que vai acontecer no novo ano, realmente não é nossa escolha entrar nele, mas sim está em nossas mãos muito do que poderá acontecer, e lembremos que Moshé não estava sozinho na sua tarefa, tinha Aaron do seu lado, como nós temos as nossas famílias e comunidade.

Shabat Shalom,
Liliana Wajnberg