Um bate-papo com quem faz a ARI, todos os dias, para você

 

Departamento de Educação

MISSÃO O Departamento de Educação da ARI é o setor responsável pela educação religiosa judaica complementar à da escola. Visa, entre outras coisas, estimular as crianças e jovens a se integrarem à sua comunidade, incorporarem no seu dia-a-dia as práticas e os valores do judaísmo e conhecerem melhor os fundamentos do Judaísmo Progressista. Isso envolve desde a educação infantil até o pós-Bar/Bat Mitsvá.     LINHA DO TEMPO     ATUAÇÃO Em 2011, a coordenação do Departamento de Educação da ARI foi assumida por Selma e José Raphael Bokehi, ainda no mandato da ex-presidente Evelyn Freier Milsztajn. O departamento vem buscando sempre atender às expectativas do público que recebe, de forma a tornar a educação judaica prazerosa, além de favorecer a integração das famílias à nossa comunidade. Atualmente o Departamento de Educação é composto pelos Coordenadores Selma e José Raphael Bokehi; Coordenadora Pedagógica do Pre e pós bar/bat mitsvá e Shabat Tseirim Gisele Nigri (Gica), Coordenadora Pedagógica do Garinim, Shabat Ieladim e Chaguim Deborah Dimant; Secretária do Departamento Maíra Tabajnihausky; Professores e Músicos que se distribuem entre as atividades de Garinim (voltado para crianças de 7 a 11 anos que estudam em escolas não judaicas), preparação para o Bar e Bat Mitsvá, aulas de Pós Bar e Bat Mitsvá, Shabat Ieladim e Shabat Tseirim. Todas estas atividades são planejadas e realizadas sob a supervisão dos rabinos Sergio Margulies e Dario Bialer. Existem planos para se ampliar o pós-Bar/Bat Mitsvá para uma faixa etária maior, a fim de oferecer aos adolescentes atividades específicas para eles na sinagoga.   HISTÓRIA Década de 1950 Em 1955, ainda na época do Grão Rabino Dr. Henrique Lemle (Z”L), foi criado o Kindergarten, jardim de infância da ARI, com uma turma às segundas-feiras pela manhã, ainda na sede da Rua Prudente de Morais nº 129. Após […]

OPA – Oficinas Profissionalizantes e Artísticas

HISTÓRIA A ARI, através da Comissão de Ação Social (CAS), mantém o projeto Iad Beiad desde 2003. Inicialmente tinha como objetivo, através de atividades lúdico-culturais, integrar jovens judeus deficientes intelectuais. A partir de 2005 o projeto estendeu-se aos Deficientes Intelectuais da comunidade maior. Em setembro do mesmo ano, além de manter essas atividades, foram criadas oficinas piloto visando a dar aos participantes do projeto meios para o desenvolvimento profissional. Estas oficinas forneceram subsídios para a implantação, em outubro de 2006, das Oficinas Profissionalizantes e Artísticas – OPA, numa sala construída especialmente para este fim, nas dependências da ARI. As oficinas são orientadas por monitores voluntários. Na Hora do Cafezinho, nós mantemos uma mesa onde os materiais criados por eles são expostos, para que as pessoas possam ver o quão eles são capazes.   OS JOVENS O OPA é destinado aos Deficientes Intelectuais maiores de 18 anos. Os jovens chegam através de indicações e fazemos uma avaliação para que possam se juntar ao grupo. Para eles, o maior desafio é serem aceitos primeiro por suas famílias e, depois, pela comunidade. Outro desafio é preparar esses jovens para uma sobrevivência no dia-a-dia sem a dependência de seus pais. Isto inclui tarefas domésticas como passar, lavar, usar o forninho, etc. AS OFICINAS O ingresso nas oficinas dependerá de uma avaliação por uma equipe de profissionais qualificados e voluntários. Durante os atendimentos no OPA, os jovens são avaliados em diferentes quesitos: pontualidade, interesse, concentração, ritmo de trabalho, manuseio, limpeza, respeito, trabalho em equipe, qualidade do produto, todos indispensáveis a inclusão no mercado de trabalho. As oficinas são: ARTES: Utilização de diferentes técnicas como pintura, decupagem, colagem e outras na execução de produtos com diversos materiais tais como madeira, tecidos, emborrachados, couro, entre outros. COSTURA: Manuseio das agulhas para bordados e costura manual e aprendizagem […]

CAS – Comissão de Ação Social

HISTÓRIA   Tudo começou nos anos 1990, com o rabino Roberto Graetz e o Dr. Alfred Lemle – filho do saudoso rabino Henrique Lemle (Z”L) – e fortaleceu-se quando o rabino Graetz começou a participar dos Encontros Inter-religiosos e percebeu que uma associação religiosa como a ARI deveria desenvolver ações sociais e de promoção de inclusão, dentro e fora da comunidade judaica. As atividades começaram dentro de casa, com o fornecimento de benefícios sociais aos funcionários da própria ARI. Com o tempo, a Comissão de Ação Social passou a desenvolver vários projetos com o objetivo de prestar assistência às pessoas e instituições de nossa comunidade e da comunidade maior, sem deixar de lado a seu apoio aos funcionários. Atualmente, a CAS é composta por voluntários supervisionados pela coordenadora Françoise Sztajn e por sua vice, Benilce Chaves.   PROJETOS   – Tsedakari Campanhas pontuais, com duração de dois a três meses, que contemplam duas instituições beneficentes (judaicas ou não). Toda sexta-feira, na Hora do Cafezinho no Salão Nobre da ARI, são recolhidas doações para a montagem de kits com material escolar, alimentos não perecíveis, leite em pó, material de higiene e brinquedos. – Doações Espontâneas Todas as doações feitas para a ARI são avaliadas e classificadas pelos voluntários, antes de serem distribuídas às diferentes instituições e famílias apontadas pela comunidade. – Conexão Seu objetivo é fazer a conexão entre quem precisa e quem pode ajudar. A ARI recebe em certas ocasiões um pedido de ajuda de uma instituição ou a oferta de um doador, e procura específicamente doadores no primeiro caso ou instituições interessadas no segundo, sem campanha de doações específica. – Caixa de Tsedaká Existem três caixas de Tsedaká à disposição na ARI (uma na recepção e uma em cada entrada das sinagogas) para quem quiser deixar sua doação. – […]

Oren Boljover: “Emocionar as pessoas é uma bênção.”

Esta semana, conversamos com Oren Boljover, chazan da ARI: Quando e como começou a trabalhar na ARI? Cheguei à ARI como candidato ao lugar de chazan em fevereiro de 1978. Fui escolhido e comecei em junho do mesmo ano. Fiquei até 1994 e, 14 anos depois, em 2008, recebi o convite para voltar. Meu começo, em 1978, numa congregação de imigrantes e seus filhos, com determinados códigos, padrões e linguagens, foi muito diferente a minha volta em 2008, quando as pessoas, algumas ideias e formas já eram outras. Poderia até se falar em duas congregações diferentes, pois tive de passar por dois processos de adaptação. Mas isso nunca diminuiu a felicidade de estar aqui. Na primeira vez, a ARI era o tipo de congregação que eu estava procurando. Na segunda, foi um “voltar a casa”, o lugar onde tenho afetos profundos e onde faço o que amo. Quais os momentos mais emocionantes que você presenciou como chazan? Os rabinos, o chazan André e eu não presenciamos, nós vivemos junto, acompanhamos. Convivemos no dia-a-dia com emoções diversas, derivadas do ciclo de vida das famílias. A própria congregação, em todos esses anos, também passou por momentos muito marcantes, com eventos felizes e outros traumáticos. Isso é a vida, e nesse trabalho estamos à serviço daquilo que as pessoas vão vivendo e precisando. Por isso, os momentos emocionantes são muito frequentes. Como você cuida da sua voz? Como se prepara para um evento? Há uma série de cuidados que a pessoa que trabalha com seu corpo deve ter. A voz é o resultado do funcionamento de um sistema bastante complexo, pelo que é preciso cuidar da saúde, de técnicas respiratórias, do fortalecimento da musculatura laríngea e abdominal, da própria técnica de emissão dos sons. No meu caso, se eu não trabalhar isso diariamente, […]

Márcio André Sukman

O Centro de Referência e Pesquisas sobre o Holocausto Família Zinner é um espaço multimídia dedicado ao tema dentro da ARI. Em conjunto com a Bnai Brith, o Centro realiza um projeto de preparação de professores de escolas públicas para o ensino da Shoá. Esta semana conversamos com Márcio André Sukman, sócio da ARI e um dos coordenadores desta iniciativa. O que é este projeto? O Grupo de Estudo Sobre o Holocausto busca incentivar o estudo e a compreensão do tema do Holocausto por parte dos professores, sugerindo ferramentas, fontes, temas, debates para seu ensino nas salas de aula. Quando e como ele surgiu? No seminário da ARI, realizado em Itaipava em novembro de 2013, me dispus a organizar um projeto para o Centro de Referência e Pesquisa do Holocausto Família Zinner, que funciona na ARI. No início deste ano, assisti no Programa Comunidade na TV o Sr. Jayme Gudel, membro da Bnai Brith que, voltando de um curso no Yad Vashem, convidava a comunidade para organizar um grupo de estudos sobre o Holocausto. Fizemos uma reunião e, junto com o Professor Roberto Antunes, da Secretaria Municipal de Educação do Rio, decidimos criar esse grupo. Como ele funciona? O grupo de estudo acontece a cada três semanas, nas noites de quarta-feira, na biblioteca da ARI, onde funciona o Centro. Serão 10 encontros ao longo do ano, nos quais os coordenadores e alguns dos participantes são encarregados da apresentação do tema a ser debatido. Também participarão convidados, como o Sr. Alexander Laks e a escritora Sofia Débora Levi. Qual o conteúdo? Buscamos, dentro do possível, criar um programa que cubra o tema no seu eixo cronológico e temático, desde as raízes da criação do nazismo, passando pela entendimento da política de extermínio até suas conseqüências atuais, seja o negacionismo ou o […]

Brito, um dos responsáveis por gerenciar a equipe de funcionários da instituição

‘Vocês são uma família para mim’ Esta semana conversamos com o José Oliveira de Brito Filho, o Brito, há quase 30 anos trabalhando na ARI. Muito querido por todos, ele é um dos responsáveis por gerenciar a equipe de funcionários da instituição. Há quanto tempo você está na ARI? Em 1985, recebi um voto de confiança e vim pra cá. Eu fazia projetos em diferentes lugares, naquele momento estava trabalhando no prédio ao lado da ARI. Logo em seguida, a ARI estava precisando de gente para resolver uns problemas de infra-estrutura e já são 29 anos desde que eu cheguei. Tenho muito orgulho de estar aqui há tanto tempo. Como é a sua relação com a instituição? Vocês são uma família pra mim, não só um emprego. Eu já tinha algum conhecimento sobre a comunidade judaica, mas eram bem superficiais. Às vezes as coisas são distorcidas, é diferente do que eu vejo hoje. Eu faço parte do dia-a-dia aqui e só tenho surpresas boas. Eu admiro a comunidade, vejo as pessoas se empenhando para fazer as coisas acontecerem e é muito bom viver isso tudo. Fale um pouco sobre o seu trabalho aqui Eu fico sempre em contato com a Administração, a gente vê o que é preciso para a manutenção do patrimônio, quais são as necessidades dos ambientes da casa e também tenho que gerenciar em paralelo atividades como escalar os funcionários por dias e horários, quem faz o quê, quem fica onde, de acordo com a necessidade do momento. Tem também todo o suporte à Chazit, que faz parte da ARI. “Nas festas, sou muito perfeccionista. No final, eles vêm me agradecer e fico emocionado quando dizem que um sonho foi realizado.” Eu também fiscalizo os funcionários do cerimonial contratado quando há Bar Mitsvá e Casamentos. Fico até […]

Liliana Wajnberg, do Grupo Kibud

Esta semana, conversamos com Liliana Wajnberg, coordenadora do Grupo Kibud da CAS no Lar União. O que te motivou a tornar-se uma voluntária?  Por toda a minha vida tive envolvimento comunitário, é algo natural para mim. Quando cheguei ao Rio, demoramos a achar o lugar ideal para nos envolver. Quando meu filho mais novo decidiu que queria fazer o Bar-Mitsvá na ARI, a gente foi muito bem recebido e logo nos sentimos em casa. Daí para o trabalho voluntário foi um pulo. Há quanto tempo você está a frente do Grupo Kibud? Desde a sua criação. Começamos em 2003, com o grupo de nome Mekor Chaim, que acompanhava pessoas doentes e seus familiares, pessoas sozinhas e idosos. O Mekor Chaim começou o trabalho no Lar União em 2006. Em 2009, separamos o grupo Kibud, só para o trabalho com os idosos no Lar. O meu trabalho como voluntária da ARI no Lar vai além do grupo Kibud. Faço parte de um grupo da CAR que conduz os serviços religiosos de Cabalat Shabat e principais festas. Como funciona esse envolvimento com os idosos? Fazemos uma atividade mensal para festejar os aniversariantes do mês e aproveitamos para celebrar também as festividades judaicas da época. A única atividade além desta é Sucot, em que sempre enfeitamos a sucá. Aliás, fomos nós, em conjunto com a CAS, que começamos e mantemos o compromisso de sempre construir uma sucá no Lar. As atividades variam, fazemos atividades manuais, apresentações musicais, filmes, bingos e brincadeiras com brindes. Também, através da CAS e em conjunto com a CAR, fizemos um livretinho de Cabalat Shabat com o mesmo conteúdo do usado na ARI, mas com fonte maior para facilitar a leitura. Estamos trabalhando no momento em machzorim para os Iamim Noraim. Quais foram os momentos mais marcantes nestes anos? Quando comecei a frequentar o Lar, um residente que já faleceu veio a […]

Mario Druker, ativista da Comissão de Assuntos Religiosos – CAR

O que é a CAR? CAR é Comissão de Assuntos Religiosos da ARI. A CAR é composta pelos rabinos, chazanim e por um grupo de ativistas, do qual eu faço parte. Quem coordena a comissão é o nosso Diretor de Culto, Raul Gottlieb.  Eu exerço uma “vice-coordenadoria”. Há quanto tempo você está nesta Comissão? Faço parte da CAR desde que era chamada Comissão de Culto, isso tem uns 12 anos. Como funciona? A orientação religiosa é dada pelos rabinos e chazanim e cabe a nós ativistas, em conjunto com eles, pô-las em prática. Os assuntos são trazidos e discutidos por todos.Entendo que uma das principais funções é a nossa participação nos eventos religiosos, auxiliando na condução dos serviços, principalmente nos Bnei Mitzvá, dando tranquilidade neste momento de muita emoção. Destaco também nossa participação nos Iamim Noraim.Quais são os maiores desafios? Sem dúvida,  como falei anteriormente, é fazer com que os serviços religiosos transcorram com muita tranquilidade e cavaná, atuando como verdadeiros gabaim.Quais foram os momentos mais marcantes nestes anos? Os Iamim Noraim e, após, os dias de Sucot. Acho que por serem os dias mais fortes, queremos que tudo corra sempre bem e a adrenalina sobe, mas com o esforço conjunto temos tido sucesso. Prova disso é que temos aumentado o número de Bnei Mitzvá, casamentos, Simchat Bat e, principalmente, por constatar a sinagoga sempre lotada nos Cabalot Shabat e Iamim Noraim. E os planos para o futuro? Estamos com dois grandes projetos em curso, o primeiro concluindo um novo Sidur de Shabat, com nova diagramação, transliteração e, principalmente, com uma tradução moderna e comentários aos textos religiosos. O segundo é que vamos receber um Sefer Torá doado por uma família da ARI e estamos formatando o planejamento de donativos com a venda e preenchimento das últimas palavras do sefer, assim como das parashiot, principais rezas, frases mais […]

Selma e José Raphael Bokehi, coordenadores do Departamento de Educação

O que é o Departamento de Educação da ARI? José Raphael: É o setor responsável da educação religiosa judaica para crianças e jovens. Isso envolve desde a educação infantil até o pós bar/bat mitsvá. Selma: É uma educação judaica complementar à da escola, que visa, entre outras coisas, estimular as crianças e jovens a se integrarem à sua comunidade, incorporarem no seu dia-a-dia as práticas e os valores do judaísmo e conhecerem melhor os fundamentos do Judaísmo Progressista. Há quanto tempo vocês estão nessa função? José Raphael: Começamos em 2011, no mandato da ex-presidente Evelyn Freier Milsztajn. Já frequentávamos a ARI desde 2004 e o convite para a coordenação surgiu algum tempo depois que entrei para o Conselho Diretor. Quais são os maiores desafios? Selma: Entender qual é a expectativa do público que estamos recebendo, de forma a atender a expectativa das famílias e, ao mesmo tempo, tornar a educação judaica prazerosa, além de favorecer a integração das famílias à nossa comunidade. Quantas pessoas fazem parte do Departamento de Educação? José Raphael: Ao todo somos 14 pessoas. Eu e a Selma somos coordenadores do departamento e a Gica (Gisele Nigri) é nossa coordenadora pedagógica. Maíra Tabajnihausky é a nossa secretária e temos 10 professores e músicos que se distribuem entre as atividades de Garinim (voltado para crianças de de 7 a 11 anos que estudam em escolas não judaicas), preparação para o bar e bat mitsvá, aulas de pós-bar e bat mitsvá, Shabat Ieladim e Shabat Tseirim. Este mesmo grupo também trabalha nos serviços voltados para crianças durante os chaguim. Todas estas atividades são planejadas e realizadas sob a supervisão dos rabinos Sergio Margulies e Dario Bialer, Quais foram os momentos mais marcantes? José Raphael: Pessoalmente, acho que foram o bar e bat mitsvá dos nossos filhos aqui na ARI. O bat da minha filha aconteceu dois anos após começarmos a frequentar a Sinagoga. […]

Camila Dornellas e a Michelle Castro, secretárias do Rabinato

Esta semana, conversamos com a Camila Dornellas e a Michelle Castro, secretárias do Rabinato da ARI. As duas secretárias do Rabinato se conheceram na faculdade, enquanto estudavam Letras (Português – Hebraico), na UFRJ. Michelle (dir.) tornou-se pesquisadora da Literatura Hebraica e Bíblica, enquanto Camila (esq.) hoje é especialista em literatura infanto-juvenil, e pesquisadora sobre o Holocausto. Há quanto tempo vocês estão na ARI? Michelle: Comecei estagiando na ARI entre 2006 e 2008. Assim que me formei, indiquei a Camila para entrar no meu lugar como estagiária. Voltei em 2011 e estou aqui desde então. Camila: Estagiei aqui de 2009 até 2011 e continuei na ARI, como efetiva. Quais são suas tarefas no Rabinato? Camila: Além do trabalho normal de secretariado, auxiliamos os rabinos na confecção de material litúrgico para as rezas, recepcionamos as famílias que procuram a ARI para tratar de assuntos do Ciclo de Vida Judaico. Organizamos, também, a questão das aulas individuais dos Bnei Mitzvá. Quais são os maiores desafios? Camila: Acho que é conseguir fazer frente à grande demanda que recebemos de uma maneira satisfatória. Michelle: E atender bem a todos dentro de uma comunidade que está em constante mudança. Quais foram os momentos marcantes? Michelle: O meu primeiro Pessach na ARI. Eu nunca tinha participado de uma festa judaica. Camila: Quando ajudei Helena Mizrahi (Z”L) a ir até a Bimá fazer a brachá das velas em um Kabalat Shabat. Aliás, não conseguiríamos realizar nosso trabalho sem ter tido o auxílio e o treinamento da Helena. Ela foi muito importante para nós.

Françoise Sztajn, coordenadora da CAS e da Comissão de Cultura.

Esta semana, conversamos com Françoise Sztajn, nova coordenadora da CAS e da Comissão de Cultura.Como começou sua ligação com a ARI? Cheguei no Brasil há 25 anos, após conhecer meu marido, André Sztajn, em Israel. A família dele sempre esteve muito próxima da ARI desde seus avós, que foram parte do grupo fundador da Sinagoga. Ele fez Bar Mitzva na ARI (o Oren foi o professor dele naquela época), o Rabino Graetz nos casou; ambos nossos filhos, Edouard e Julia, fizeram Bar/Bat Mitzva também na ARI.O que motivou você a tornar-se uma voluntária?  Meu trabalho como voluntária iniciou-se em 2004, na época do Bar Mitzva do meu filho. Fui “convocada” pela Rosana Dana para fazer parte da Comissão de Eventos e, no ano seguinte, a Ruth Zohar me convidou para fazer parte da Comissão de Cultura. Hoje, estou no meu segundo mandato como membro do Conselho Diretor.E quais são seus novos desafios? No início de 2014 assumi a Coordenação da CAS (Comissão de Ação Social) substituindo a Silvana Inneco, que está voltando para o Uruguai. Estou apenas começando e conhecendo os diversos projetos. Tenho a impressão de que pouca gente conhece de fato o trabalho desta Comissão e espero poder ajudar a divulgar mais o que a CAS se propõe a fazer.Como obter mais informações sobre a CAS? Quem quiser saber um pouco mais sobre o nosso trabalho, pode entrar em contato com a Adriana na secretaria da ARI e deixar seu contato. Também pode vir falar conosco na “Hora do Cafezinho”, no Salão da Sinagoga durante o Kabalat Shabbat. Nosso grupo está sempre presente.Com esta nova função, você se afastará das atividades culturais na ARI? Ainda não passei o bastão e continuo ajudando a Comissão de Cultura. As ultimas sessões de cinema fizeram bastante sucesso e isso precisa continuar. Em breve, […]

Arnaldo Gorin e Eliane Koifman, da Comissão de Patrimônio

No dia 30 de agosto foi inaugurado o novo elevador ligando o Salão Nobre à Sinagoga, uma antiga necessidade da ARI. O projeto foi executado pelos arquitetos Arnaldo Gorin e Eliane Koifman, da Comissão de Patrimônio. Eles falaram um pouco como é o trabalho da Comissão:   Qual é a função da Comissão de Patrimônio? A principal função é atender as solicitações referentes a novos projetos para a ARI. Este trabalho tem como objetivo a modernização e revitalização das instalações existentes, tendo como princípio básico preservar a arquitetura consagrada do edifício, de maneira a dotar o espaço interior da Sinagoga de melhores condições de conforto e acessibilidade para atender a toda congregação. A Comissão atua também na elaboração de concorrência de preços junto às construtoras e no acompanhamento e gerenciamento das obras. O nosso “cliente” principal é a diretoria e o executivo da ARI, que nos solicitam e nos orientam na necessidade de novos projetos. Quais são os projetos realizados pela Comissão? Os projetos são viabilizados por meio de donativos ou, como no caso da revitalização da Sinagoga, através de captação pela Lei Rouanet. Ressaltamos a importância que os doadores têm para que tudo possa ser feito, sejam vinculados a doações para projetos específicos ou delegando à ARI o emprego de recurso. Já executamos os seguintes projetos: Reforma dos banheiros sociais do salão nobre; reforma da cozinha industrial; reforma da Área Administrativa, com a criação de mais uma sala para o chazan; implantação da mikva e reforma do terraço externo; implantação da cantina do 3º andar; e revitalização da Sinagoga com reforma do teto acústico e outras melhorias. E os planos futuros? Temos como meta realizar os seguintes projetos: banheiros e foyer do balcão (reativá-los), incluindo o sinteco; projeto acústico para o rabinato e reforma da sala de espera; terraço […]

Cecilia Cohen, shlichá da Chazit

Quando e como você começou a trabalhar na ARI? Eu nasci na Argentina, lá participava de um movimento juvenil chamado Hechalutz Lamerchav. Fui para Israel em 1999, para fazer o programa Shnat Hachshara. Dois anos depois, decidi fazer Aliah. Em Israel, estudei educação e história da arte e trabalhei no Machon de Madrichim (instituto de liderança). No ano de 2011 surgiu a possibilidade de sair de Shlichut para o Brasil, especificamente para o Rio. Eu aceitei com prazer, já que eu gosto de desafios e coisas novas. Quais são as atividades de uma shlichá? “O sheliach na Chazit tem por objetivo contribuir para o crescimento e o fortalecimento do movimento juvenil e estreitar seus laços com Israel de várias maneiras. Para isso, aproveitamos a bagagem pedagógica, a experiência de liderança e as levamos para todas as atividades da Chazit: reuniões, seminários, machanot, sábados, etc. Também contribuo na ligação entre a Chazit e a ARI.” E como funciona esta a ligação entre ARI e Chazit? A Chazit e uma tnuá (movimento juvenil) que nasceu da ARI. A Chazit trabalha em conjunto com a ARI para fortalecer nossa comunidade e trazer para nossos jovens valores judaicos e sionistas, dentro de um marco kehilati (comunitario) e lúdico nas nossas atividades nos sábados. Eu estou começando meu terceiro ano de shlichut e agradeço fortemente à kehilá da ARI e à Chazit Hanoar por me fazer sentir em casa mesmo estando fora de minha casa e longe da família.

José Carlos Roiseman e Regina Lacerda, do Coral Ahavá

Esta semana, conversamos com o coordenador do Coral Ahavá José Carlos Roiseman e com a regente Regina Lacerda. Há quanto tempo existe o Coral? O Coral existe há seis anos. Atualmente contamos com 13 integrantes, sendo 10 vozes femininas e três masculinas. É uma atividade voluntária e requer encontros semanais, nos quais preparamos o repertório musical e nos confraternizamos. Podem participar sócios e não-sócios da ARI. É preciso saber cantar bem? Não há necessidade de ter ‘voz de cantor’, fato que inibe muitos interessados em nos procurar, pois a definição de Coral pressupõe exatamente a mistura de vozes, não destacando ou privilegiando nenhuma voz em particular. Não temos solistas, portanto, cada voz fará parte de uma ‘mistura’. Com o tempo, certamente saberemos como adequar e desenvolver a voz de cada corista para que fique harmoniosa com as demais. Como é feita a seleção das músicas? Temos um repertório que abrange músicas judaicas, populares brasileiras e estrangeiras. As músicas são selecionadas levando em conta a opinião dos coristas, bem como os eventos seguintes para os quais os ensaios se destinam, a fim de que estejam adequadas a eles. Há peças em uníssono (uma mesma melodia para todos) e peças mais elaboradas (peças para quatro vozes distintas, soprano, contralto, tenor e baixo). Temos ajuda e apoio dos nossos chazanim André e Oren para a construção desse repertório, além das idéias dos próprios coristas. Como são os ensaios? Os ensaios são encontros musicais, nos quais aprendemos a cantar, superamos desafios musicais, conversamos e compartilhamos lanches tão variados como nosso repertório. Importante dizer que nossos coristas são pessoas que, após um dia de trabalho e outros compromissos, chegam prontos para cantar como se fosse a primeira tarefa do dia. Isso é muito significativo e nos leva a não desistir. O clima é de alegria […]

André Nudelman, chazan e professor

Esta semana, entrevistamos André Nudelman, um dos chazanim da ARI e professor dos alunos de bar e bat mitzvá. Qual a sua formação, como tornou-se chazan? Sou músico e chazan. Tive a alegria de ter estudado tanto no Eliezer quanto no Liessin. E estudei música na UniRio. Como chazan, minha formação foi no estilo artesanal “mestre-aprendiz” de antigamente: logo após o meu Bar mitzva, em 1988, quando minha opção pela carreira já era clara, comecei meus estudos na ARI, que tem uma sólida e importante tradição de chazanut, com o chazan David Alhadeff. E passei, então, os dez anos seguintes me preparando. Quando e como foi o seu começo de trabalho na ARI? Foi algo muito natural e que veio se desenrolando desde a minha juventude. Durante meu estudo de chazanut, passei a participar dos serviços de Iamim Noraim – a cada ano, com mais responsabilidades – até que, em determinado momento, não lembro se em 1991 ou 1992, fui encarregado dos serviços de Kabalat Shabat e festas no querido Lar da União. Em 1994, integrei-me efetivamente ao quadro profissional da ARI, como assistente do David, então chazan da casa, passando também a dar aulas. E, em 1999, fui convidado a assumir oficialmente a posição de chazan. Como e com que antecedência você recebe os alunos para bar e bat mitzvá? Procuro recebê-los de forma que se sintam bem e à vontade, estimulando que cada um, com sua particularidade, possa desenvolver seus próprios potenciais e ideias e sua própria identidade religiosa. Cada processo é único, então não existe uma fórmula pronta. São relações humanas que se formam, tão únicas e especiais quanto a individualidade de cada um. E nós todos na ARI nos empenhamos muito para que a vivência do bar e do bat mitzvá, como um todo, seja, além […]

Estrutura:
Presidência
Vice-Presidências
Financeiro
Administrativo
Conselho Diretor

Rabinato:
Rabino Sérgio Margulies
Rabino Dario Bialer
Chazan Oren Boljover
Chazan André Nudelman

Comissões e Coordenadorias:
Assuntos Religiosos
Devarim
Chevra Kadisha
Relações com Academia e Diálogo Interreligioso
Coral Ahavá
Ação Social
Cultura
Juventude
Comunicação
Social
Lojinha
Relações com Sócios
Educação
Pedagógica
Chaguim, Garinim e Shabat Ieladim

Se você se interessa por algum destes temas, venha participar! Mande-nos um email ou ligue 2156-0444.