Itró

3Shemot/Êxodo – 18:1-20:26

O clímax da Torá, a entrega dos Dez Mandamentos acontece nesta parashá, depois das dez pragas e da abertura do mar, a entrega em cima do monte com todos os milhares de pessoas abaixo, olhando para cima, enquanto raios e trovões acontecem na comunicação das leis a Moisés.

Nesta Parashá são estabelecidas leis e códigos de conduta que até então não existiam, o povo que saiu da escravidão, passa a ser povo com leis e regras de conduta, que os levarão à continuidade.

Um povo (sociedade) que não tem leis e regras de conduta é um “velho oeste sem lei”, um “vale tudo”, o que sem duvida expõe o ser humano às falhas inerentes à sua natureza bruta. Seres humanos são capazes de fazer o bem absoluto e o mal absoluto. As regras de conduta e ética nos tornam mais capazes de sermos bons humanos e capazes de viver em sociedades equilibradas, justas e que progridem.

Vale refletir que as leis e regras devem ter seguidores e, principalmente, defensores, observadores do cumprimento, interpretadores e aplicadores das leis, Juízes, assim acho a conexão com ITRÓ NÃO judeu, destaque da parashá, que inclusive a nomeia. ITRÓ sogro de Moisés, sacerdote do povo de Midiam (de outra religião) mostrou a Moises o que o povo estava precisando naquele momento… Itró observa e aconselha a Moisés a dividir o trabalho dos julgamentos e o aconselha a nomear juízes de forma a fazer fluir as decisões com mais rapidez, Itró dá sua contribuição a Moises que imediatamente aceita o conselho e forma organização administrativa, mais efetiva para tratar as questões do povo com relação às leis e regras que foram recém reveladas/implantadas.

Precisamos achar “ITRÓS” nos tempos atuais capazes de aconselhar e convencer nossos governantes e sociedade, a acharem formas de fazerem ser efetivas as tão bem pensadas e elaboradas leis e regras que já existem e não são cumpridas pelo povo em geral e também por quem as criou.

Shabat Shalom,
Victor Goldstein