Quinzena nº 13 Ano XIII 2009
É preciso se preparar para receber a Torá. Estar disposto
a assumir responsabilidades e compromissos éticos, acompanhados
de constante questionamento e estudo. No seu
âmago, é estar convicto da vontade de interferir, seja numa
perspectiva individual ou na relação com o outro. Shavuot
é conhecido como o momento em que os judeus se estabelecem
como povo e enxergam na Torá sua coesão, com
uma essência e um pensamento comum. Desde então, o
Judaísmo criou mecanismos de unidade seja pelo viés da
tradição, da cultura, do moderno Estado de Israel ou de suas
comunidades. Há 50 anos na ARI, a Congregação se preparava
com afinco para constituir um lugar que transcendesse o
culto e se transformasse em uma referência deste coletivo.
A Comissão de Construção anunciava que os trabalhadores
seguiam o curso normal das obras e, em breve, a estrutura da
tão esperada sinagoga estaria concluída. Além disso, se preparavam
para, na sequência, terminar um salão subterrâneo
com 400 metros quadrados, com bar e copa, um ambiente
digno e festivo. A obra estaria completa com a edificação
de um espaço destinado às atividades sociais, de cultura,
educação e, também, administrativas com o objetivo fazer
a comunidade pulsar.
No mesmo instante, o Rabino Henrique Lemle, em editorial
no Boletim (a Quinzena da época) defende a importância
do homem sadio. O ser humano que canaliza sua energia
para a harmonia do grupo e que, assim, irrompe sua compreensão
de mundo. Os jovens também começam a mostrar
seu ativismo com a organização de diversos encontros. No
Seder de Pessach, temos o depoimento de uma senhora: Era
um prazer ver 30 criaturas na flor da idade. (OK…) A juventude
da ARI ganha o primeiro lugar no concurso do Instituto
de Cultura da Hebraica que serviu como grande estímulo
às atividades. Para mães e donas de casa, é oferecido um
curso de Introdução ao Judaísmo, às 15h (será que ainda
temos esse público?). Para os consumidores, os anúncios
oferecem instalação de telefones, interfones e ar condicionados
(coqueluche na época). Para Israel, com seus recém 11
aninhos, a seleção de futebol ganha um novo técnico. A IFA
(Federação Israelense de Futebol) informou a contratação
do ex-técnico da seleção da Hungria para comandar o time
israelense. E divulgou seu grandioso salário de… U$700. É,
são outros tempos.






