Quinzena nº 10 Ano XIII 2009
Prafrentex
Ácido e provocativo é o editorial assinado pelo Rabino
Henrique Lemle, intitulado “Os Três Erros Graves”. Num
tom crítico, Dr. Lemle mostra em seu discurso como estava
anos-luz à frente de seu tempo. Ele começa enumerando
o equívoco da mulher israelita analfabeta, que é alijada
do campo do conhecimento. Classifica como um tremendo
absurdo os pais que julgam ser interessante somente o menino
judeu como objeto de uma educação judaica. Ele vê na inclusão das mulheres nessa
formação a garantia das futuras gerações. O segundo ponto que levanta é o disfarce
das cerimônias de bar mitsvá, que se desvirtuou e parecem verdadeiros casamentos
antecipados. Alerta a Congregação do perigo da data de 13 anos transformar-se
numa festividade de “judeu por um dia” e lembra que a responsabilidade do bar
mitsvá é apenas um começo. Por último, entra mais em nuances fi losófi cas e acende
a questão da cultura moderna. Com o estudo da ciência, qualquer um tem resposta
para tudo. É a cultura mal digerida, o racionalismo já consolidado. Logo, não devemos
aceitar essas verdades como absolutas e, quanto mais estudarmos as fontes judaicas
e gerais com humildade, o conhecimento será maior para gerar as perguntas.
Lembrem-se: há cinqüenta anos. E aí, quais seriam os erros graves de hoje?
Luz, câmera e…
A mensagem que os chaguim trouxeram para ARI foi de ação. Purim
ocorreu num período de assimilação no Judaísmo. Os judeus davam
nomes persas aos fi lhos, falavam a língua local e abandonaram o sentimento
de nacionalidade judaica. Por fi m, o povo judeu se salvou. Mas
nem sempre é possível esperar por um nes, um milagre. Em Pessach, o
espírito de liberdade pressupõe a prática. Os pusilânimes não sabem que
esse é o bem maior da humanidade. É o ativismo, mas comunitário. Na
perspectiva familiar é a noite em que o pai não está cansado, a mãe não
está preocupada, os irmãos encontram um tempo. Na ARI, é o momento
da nova gestão de José Israel, com 27 conselheiros e 7 comissões, que vê
na construção da nova sede um espaço para a participação de todos. A
demora inesperada para obter a licença da prefeitura, que fi nalmente sai
e a recente inauguração da nova sede da CIP, em São Paulo, motiva ainda
mais. O presidente eleito chama até os incrédulos a comprovarem com
os próprios olhos e visitarem o começo das obras. Era mais fácil falar que
não ia dar certo. Mas quem acreditou, fez e ainda incentivou os outros
a serem parte, vê o seu legado até hoje, muitas vezes, em cima da bimá
na hora Kidush.






