Chevra Kadisha
Em caso de falecimento, entre em contato com:
Daniel Wainstein
Tel: 21 / 2156-0444
Cel: 21 / 9111-9486
Ao se confrontar com a perda de um ente querido, sua Congregação é fonte de consolo, conforto e apoio espiritual e religioso.
Procedimentos
A fim de agilizar os procedimentos, pede-se aos familiares ou responsáveis que:
- Providenciem o Atestado de Óbito que deverá ser expedido em formulário próprio pelo médico que constatou o falecimento;
- Forneçam a Carteira de Identidade, ou equivalente e, quando estrangeiro, o passaporte ou outro documento, e o CPF do/a falecido/a;
- Informem se o/a falecido/a já possui sepultura reservada em algum dos Cemitérios Israelitas do Estado do Rio de Janeiro;
- Em caso negativo, um membro da família deverá proceder à escolha do cemitério e do terreno onde será realizado o sepultamento. Neste momento, a Chevra Kadisha da ARI poderá prestar a assessoria necessária.
- Definidos, de comum acordo entre a Chevra Kadisha da ARI e os familiares, o local, a data e o horário do sepultamento, pede-se ainda ao familiar ou responsável, o preenchimento dos formulários administrativos e com as informações religiosas(nome, filiação,etc).
Pede-se também que seja entregue ao colaborador da Chevra Kadisha o Talit de uso do/a falecido/a que, segundo nossa tradição, recobre a mortalha.
Luto
O período de luto, segundo a tradição judaica, divide-se em três partes: a primeira semana, o primeiro mês e o primeiro ano
Shivá
Durante a primeira semana, os enlutados proferem orações diárias em memória do/a falecido/a que podem ser realizadas na residência do/a próprio/a ou na Sinagoga. Nesta hora de pesar e tristeza, a ARI se solidariza com a família enlutada e se une às preces e homenagens, dirigidas por um dos chazanim. No caso das rezas virem a ser realizadas na casa do/a falecido/a, livros de orações e kipot serão enviados pela ARI. Por ocasião do serviço de Kabalat Shabat subsequente ao falecimento, o nome do/a falecido/a é lembrado antes da recitação do kadish.
Durante o período, familiares e amigos costumam visitar os enlutados, trazendo-lhes conforto e carinho, ajudando-os a ultrapassar o difícil momento que estão vivendo e participar das orações.
A primeira semana é encerrada com o ato simbólico de “levantar da shivá”, sair do luto e voltar à vida, com assistência espiritual da ARI.
Shloshim
Ao longo do primeiro mês do luto, os enlutados continuam proferindo orações diárias em memória do ente querido, na sinagoga. Ao término do primeiro mês é programada, de comum acordo entre os familiares e a ARI, a Cerimônia de Shloshim (30 dias).
1ª ano
O mesmo procedimento é adotado durante todo o primeiro ano do falecimento de parente próximo – pai, mãe, irmão/a, cônjuge, filho/a – encerrando-se o período de luto com o Iartseit – aniversário de falecimento.
Matseivá
No intervalo entre o 1º e o 11º meses, providencia-se a matseivá – lápide tumular, devendo os familiares, de acordo com as regras do cemitério, definir o tipo de material e os dizeres a ser gravados na lápide. Em data a ser definida de comum acordo entre os familiares e a ARI, será procedida a descoberta da matseivá, cerimônia realizada no cemitério com a presença de parentes e amigos.
Jahrzeit ou Iurtsait
O Jahrzeit (lê-se “iartsait” – aniversário de falecimento) é lembrado anualmente pelos parentes próximos do/a falecido/a, na data judaica do falecimento, com oração proferida na sinagoga por ocasião do miniam vespertino. O Rabinado da ARI emite correspondência específica comunicando a data.
Homenagem à memória
Jahrzeit (originário do alemão), ou Iurtsait (originário do ídish), significa tempo de um ano e marca a data de falecimento de um ente querido.
É costume acender uma vela em lembrança a esta data, que deve permanecer acesa do pôr-do-sol da véspera até o pôr-do-sol do dia seguinte, conforme o dia pelo calendário hebraico. Quando o Iartsait coincide com Shabat ou Chag (Festa), a vela em recordação deve ser acesa antes da vela do Shabat ou do Chag. Não há nenhuma reza ou benção especial para ser recitada, mas usa-se meditar brevemente sobre o ente querido, de modo silencioso ou em voz alta.
Algumas sugestões de recitação:
Eu agora lembro de meu querido/de minha querida (….), que partiu para a sua moradia eterna. Que sua alma esteja vinculada á corrente da vida eterna.
Eu acendo essa luz em memória a (….), recordando as palavras do Livro dos Provérbios: “O espírito do homem é a luz do Eterno”.
Que minha vida continue a incorporar a vida e os feitos, as palavras e os pensamentos de (…….) que partiu para a sua moradia eterna. Que descanse em paz. Amém.
É apropriado cumprir algumas mitsvot em honra do ente querido, como:
- Estudar Torá, Talmud e outras fontes da tradição;
- Rezar na sinagoga
- Fazer tsedaká
- Fazer um donativo para a sinagoga
- Visitar cemitério




