MAMALIGA BLUES – Mais um evento memorável na ARI

MAMALIGA BLUES – Mais um evento memorável na ARI

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A noite de ontem na ARI foi emocionante. Tivemos mais de 400 pessoas em um evento memorável. Começamos com um encontro informal onde foi servido… Mamaliga! Feita na hora, quentinha, cortada com linha…

Na sinagoga, transformada em uma aconchegante e charmosa sala de cinema, pudemos assistir e nos emocionar com o filme ‘Mamaliga Blues’, de Cassio Tolpolar, sobre a saga de sua família buscando na Moldávia (antiga Bessarábia) suas raízes, procurando, numa terra árida e sem referências, a lápide que aparece em uma foto de família. Esta, certamente, é uma história com a qual todos nos identificamos, já que poderia ser a história de tantas de nossas famílias.

E naquele quebra-cabeças de informações desconexas, eis que a aridez e a monocromia daquele lugar se iluminam à medida que as informações passam a fazer sentido e a sua busca não é em vão. Quantos amigos têm feito este percurso ou similares na busca de suas origens?

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A temática nos toca sempre de forma profunda. Nos traz à tona a emoção de cada um em seu melhor formato, o de genuinamente valorizar nossas raízes, procurar preencher nossas lacunas e, principalmente, reverenciar nossos antepassados, que com seu caminho tão intenso, muitas vezes tão sofrido, mas 100% vinculado às raízes judaicas e ao núcleo familiar, nos trouxeram ao que somos hoje.

Depois do filme tivemos uma exposição do diretor Cassio Tolpolar e do historiador Fabio Koifman, que nos brindaram com seu vasto conhecimento, curiosidades e explicações. Fechamos então, com a moderação da Teresa Lancman, membro da nossa comissão de cultura, recebendo as perguntas e observações do público que, bastante envolvido com um assunto tão próximo, mostrou-se interessado, mobilizado e entusiasmado o tempo todo.

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Agradecemos a todos os presentes pelo apoio, presença maciça e entusiasmo.À TGB pelo fundamental patrocínio e parceria.

Nosso Muito Obrigado à Comissão de Cultura e a todos os seus colaboradores, grupo que faz um trabalho espetacular.

Nosso agradecimento ao Cassio Tolpolar e ao Fabio Koifman por tão generosamente aceitarem nosso convite.

Aos nossos sócios, voluntários e funcionários da ARI, fundamentais para que tudo dê certo, Muito Obrigado!!

E, finalmente, parabéns à nossa ARI que nos propicia eventos tão ricos e intensos.

Convidamos todos a se aproximarem cada vez mais da ARI, participando de nossos eventos e celebrações, tornando-se sócios desta casa para aprofundarem seu vínculo judaico, mantendo-o vivo e cheio de significado para as próximas gerações.

Que possamos sempre sentir nossas raízes fortalecidas, para que a Árvore da Vida que cultivamos possa seguir crescendo sempre mais.

Kol Hakavod !!

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Grupo Kibud visita Lar União

Grupo Kibud visita Lar União

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Na terça-feira, 27 de janeiro, o grupo Kibud da ARI fez sua tradicional visita ao Lar União para festejar os aniversariantes do mês.

Com a chegada da data de Tu Bishvat, a atividade especial da vez foi a elaboração de flores de papel, que remetem ao chag.

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27 DE JANEIRO: Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

27 DE JANEIRO: Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

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70 ANOS DEPOIS…

“Não podemos permitir que em 2015, 70 anos após a Segunda Guerra Mundial, os judeus tenham medo de andar pelas ruas na Europa usando um kipá e tsitsit”, disse o presidente de Israel, Reuven Rivlin, no funeral, em Jerusalém, dos 4 judeus franceses mortos no atentado de janeiro de 2015 no mercado kasher de Paris. Assassinados na Europa, mais uma vez pelo simples fato de serem judeus, como inúmeros antepassados ao longo de séculos.

No dia 12 de abril de 1945, o general Dwight Eisenhower, Comandante-em-chefe das Forças Aliadas e futuro Presidente dos Estados Unidos foi ao campo de Ohrdruf para inspecioná-lo. Queria ser testemunha ocular. Em sua mensagem a Washington, sobre a visita, Ike escreveu: “Após ver, com meus próprios olhos, posso declarar inequivocamente que tudo que foi dito ou escrito, até agora, não consegue descrever os horrores”.

A partir desse momento o mundo tomava conhecimento por meio dos filmes feitos pelos exércitos do que seria conhecido como Holocausto, um acontecimento histórico singular, paradigmático e para muitos “intraduzível”. O espanto foi tamanho que a partir dele se deveria inaugurar uma nova ordem e isso de fato aconteceu com a realização do julgamento, em Nuremberg, dos crimes cometidos crimes contra a humanidade e pouco mais tarde com a criação da Carta dos Direitos do Homem.

Entretanto a esperança pelo nascimento de novos tempos logo se dissipou, pois os genocídios se repetiram por todos os continentes e retornaram à velha Europa ainda na década de 90, durante a guerra da Iugoslávia, sob as luzes das televisões e a atuação das tropas internacionais. Para os judeus a ilusão acabou de pronto quando em 1946, na Polônia, terra do extermínio contracentracional, sobreviventes foram vítimas de um pogrom. E o antissemitismo foi ganhando vida, se espalhando pelo mundo, sofrendo metamorfoses, sob a nova face do anti-israelismo.

De vítimas os judeus passaram a ser tachados de aproveitadores da tragédia. A Israel se nega o direito de ser parte do concerto dos Estados-nações, se exigindo uma conduta díspar de qualquer outro. Essa excepcionalidade alcança todo o povo judeu de quem se cobra responsabilidade pela política de um Estado e uma lealdade exclusiva à nacionalidade de origem. Os inúmeros atentados ocorridos como nos jogos olímpicos de Munique, AMIA e agora Paris são sua concretização.

Algo, entretanto, mudou. Não morro de amores pelo primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, líder do partido Likud, e sua política de assentamentos. No entanto sua imagem, sua postura do orgulho judaico, a altivez, a firmeza do discurso, principalmente nos fóruns internacionais, marcam o sucesso do Sionismo na formação do novo homem, a meu ver presente não só em Israel, mas por todo o povo judeu. Dizem os jornais que era persona non grata nas cerimônias em Paris organizadas por François Hollande e que sua aparição decorreu apenas por assuntos de interesse eleitoral.

Para mim, sua participação foi importante por representar o repúdio de um país, membro da comunidade de nações, que se solidariza à França na luta contra o terrorismo; por representar a chefia de governo de um Estado democrático, fruto da vontade de um povo que buscou ser sujeito de seu destino; por representar a unidade do povo judeu, que sofre em conjunto por um ato de violência bárbaro sem justificativa. Seu polêmico discurso na sinagoga de Paris, no qual afirmou estarmos abençoados, atualmente, por termos o direito de viver juntos a outros judeus em nossa terra ancestral, trazia uma clara mensagem ao resto do mundo: HOLOCAUSTO NUNCA MAIS!
Márcio André Sukman
Coordenador do Centro de Referência e Pesquisa do Holocausto – ARI/RJ

A MORTE DE ALBERTO NISMAN

A MORTE DE ALBERTO NISMAN

A justiça não deve ser adiada… ou negada

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A World Union for Progressive Judaism se junta à liderança de nossa região na América Latina (WUPJ-LA) para expressar o choque e o horror com que recebemos a notícia da morte de Alberto Nisman, procurador principal na busca da verdade por trás do atentado contra o prédio da AMIA (Asociación Mutual Israeli Argentina) em Buenos Aires mais de 10 anos atrás, que resultou na morte de 85 vítimas inocentes e centenas de pessoas que sofreram ferimentos graves. Nos solidarizamos com a comunidade judaica na América Latina na exigência de uma investigação completa da causa de sua morte.

Alberto Nisman era um homem notável, que perseguiu implacavelmente a verdade, independentemente da motivação política ou consequências. O ataque à AMIA em 18 de julho, 1994 foi um ataque contra toda a comunidade judaica, mas, em última instância, foi um ataque aos conceitos básicos da liberdade religiosa e do pluralismo, que fazem parte dos princípios mais importantes da World Union for Progressive Judaism.

Enquanto esta morte trágica pode atrasar a justiça que todos nós procuramos, e para o qual a vida de Alberto Nisman foi dedicada, oramos para que a justiça finalmente seja vitoriosa – e nós descubramos a verdade por trás dos responsáveis pelo ataque à AMIA, e a verdade por trás da morte do promotor Nisman. Os responsáveis devem ser responsabilizados.

 

Rabino Daniel H. Freelander, Presidente da WUPJ
Michael Grabiner, Presidente do Conselho da WUPJ
Raul Gottlieb, Presidente da WUPJ-LA
Miriam Vasserman, Vice-Presidente da WUPJ-LA

Aos 73 anos da ARI, recordamos nossos pioneiros

Aos 73 anos da ARI, recordamos nossos pioneiros

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Por Silvio Harburger

Já se vão 73 anos desde a fundação formal de nossa ARI, em 13 de janeiro de 1942, em assembléia solene após “formoso discurso” do Dr.Lemle, como consta literalmente na ata.

Nossa história remonta à reunião dos primeiros imigrantes de origem alemã, em 1933, e posteriormente à chegada do Rabino Dr. Henrique. Lemle, em 1940.

Da primeira sede, na Rua Barata Ribeiro, passando pela inesquecível Rua Martins Ferreira até a General Severiano, onde nos encontramos desde 1962, marcante é a participação da ARI na vida do Rio de Janeiro e no judaísmo brasileiro.

Honramos a memória da primeira geração recordando seus feitos. A segunda geração está se aposentando; nossos dirigentes hoje são da terceira geração.

O fato de a maioria da geração atual não ter vínculos familiares com a primeira atesta a visão dos pioneiros e a pujança da ARI.

As missões se modificam continuamente, mas o objetivo LATORÁ, ULCHUPÁ UL’MAASSIM TOVIM é contínuo.