Brito, um dos responsáveis por gerenciar a equipe de funcionários da instituição

‘Vocês são uma família para mim’

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Esta semana conversamos com o José Oliveira de Brito Filho, o Brito, há quase 30 anos trabalhando na ARI. Muito querido por todos, ele é um dos responsáveis por gerenciar a equipe de funcionários da instituição.

Há quanto tempo você está na ARI?
Em 1985, recebi um voto de confiança e vim pra cá. Eu fazia projetos em diferentes lugares, naquele momento estava trabalhando no prédio ao lado da ARI. Logo em seguida, a ARI estava precisando de gente para resolver uns problemas de infra-estrutura e já são 29 anos desde que eu cheguei. Tenho muito orgulho de estar aqui há tanto tempo.

Como é a sua relação com a instituição?
Vocês são uma família pra mim, não só um emprego. Eu já tinha algum conhecimento sobre a comunidade judaica, mas eram bem superficiais. Às vezes as coisas são distorcidas, é diferente do que eu vejo hoje. Eu faço parte do dia-a-dia aqui e só tenho surpresas boas. Eu admiro a comunidade, vejo as pessoas se empenhando para fazer as coisas acontecerem e é muito bom viver isso tudo.

Fale um pouco sobre o seu trabalho aqui
Eu fico sempre em contato com a Administração, a gente vê o que é preciso para a manutenção do patrimônio, quais são as necessidades dos ambientes da casa e também tenho que gerenciar em paralelo atividades como escalar os funcionários por dias e horários, quem faz o quê, quem fica onde, de acordo com a necessidade do momento. Tem também todo o suporte à Chazit, que faz parte da ARI.

“Nas festas, sou muito perfeccionista.
No final, eles vêm me agradecer e fico emocionado
quando dizem que um sonho foi realizado.”

Eu também fiscalizo os funcionários do cerimonial contratado quando há Bar Mitsvá e Casamentos. Fico até o final para ver se deu tudo certo. Sou muito perfeccionista, dou o meu melhor para que saia tudo correto. São muitas responsabilidades e estou lá pra que o evento, a concretização de todo esforço da equipe ARI, aconteça.

Tem muitas pessoas que chegam inseguras, por se tratar de um evento importante. Eu tento ajudar falando palavras de apoio e no final elas vêm me agradecer, é uma experiência muito legal, eles são muito gratos, fico muito emocionado quando dizem que um sonho foi realizado.

Muita coisa mudou nesses quase 30 anos de ARI?
Antigamente, quando eu entrei aqui, não existia “cerimonialista” para ajudar a preparar os eventos. Tudo ficava por conta da família e o suporte que eles recebiam era da gente. Lembro que não tinha DJs, a gente colocava fitas K7, fazia a iluminação, preparava o espaço para a “banda”, tudo pra criar o melhor clima pra família que está fazendo o evento.

Algum momento especialmente marcante?
Tem uma hora, à tarde, quando estamos montando um casamento ou desmontando um Bar Mitsvá da manhã, em que chegam algumas pessoas para a sinagoga do terceiro andar fazer a reza dos enlutados. Eu fico muito emocionado vendo-as irem rezar pelos seus entes queridos que faleceram, me sinto um deles. Eu lembro da perda do meu pai, da minha mãe, isso mexe comigo. Mesmo sendo um dia de festa, é uma reação humana se solidarizar com a dor.